Perfect Blue


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64 respostas neste tópico
 #1
[Imagem: uk0pVOL.jpg]

Ficha técnica:

Título: Perfect Blue
Título alternativo: Sinônimo: - | Japonês: パーフェクトブルー | Abreviatura: -
Formato: Filme
Gênero: Suspense
Obra original: Obra originalmente escrita para o anime
Público alvo da obra original: -
Editora (Label): -
Escrito por: -
Site oficial: http://www.madhouse.co.jp/works/1999-199...tblue.html
Estúdio: Madhouse
Produtora: Rex Entertainment
Diretor: Kon Satoshi
Supervisor do script: -
Character Design: Hamasu Hideki, Kon Satoshi
Data de estréia: 28/02/1998
Emissora: -
Número de episódios: -
Abertura: -
Encerramento: -
Maiores informações: [ Wikipedia (EN) | Wikipedia (PT) | MyAnimeList | AnimeNewsNetwork | AniDB]
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 #2
Esse filme é excelente, e o final disso lembra muito as obras do M. Night Shyamalan.
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 #3
(12/09/2014, 22:15)Knuckles Escreveu: e o final disso lembra muito as obras do M. Night Shyamalan.

Isso é um elogio ou um insulto?
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 #4
(12/09/2014, 22:18)rapier Escreveu: Isso é um elogio ou um insulto?

Elogio.
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 #5
Creio que isso merece uma avaliação séria de minha parte:

Perfect Blue é o trabalho que mais me agradou do Kon, e provavelmente o melhor do diretor. Trazia uma discussão muito atual e ,no caso de sua época, visionária: Uma crítica a o quanto os japoneses confundem pessoa pública e pessoa privada, um caso recente como exemplo, seria o da dona de AKB que raspou a cabeça pra se desculpar por ter transado.

Com a capacidade de desenhar cenas inteiras de cabeça com perfeição de detalhes, o diretor deixou o universo da animação de forma trágica, mas garantiu sua marca na história como um dos maiores visionários da indústria do cinema japonês. Satoshi tinha um estilo de edição muito pessoal. Algo essencial ao bom diretor em qualquer obra áudio-visual é a IDENTIDADE, uma marca indistinguível de que uma obra é sua. Para citar um exemplo, Stanley Kubric usava em seus filmes um único ponto de fuga no enquadramento, trazendo total atenção do espectador ao ponto de interesse e ignorando quando possível a regra dos terços da fotografia que diz que os focos de interesse da imagem precisam se posicionar nos cantos da tela em uma relação proporcional. Kon, por sua vez, era o rei da transição com cenas similares. Tendo total controle do que estava dentro do "frame", o diretor era capaz de nos transportar para lugares diferentes no tempo da história sem saltos ou cortes: Apenas criando uma composição similar no frame seguinte, de uma forma tão rápida que era natural. O diretor também estudava e acreditava na capacidade da animação como forma excepcional de possibilidade narrativa, isto é, ao invés de só fazer um "filme com uma história que vai de x a y" como a maioria dos casos (uma mera animação de algo que está escrito), ele se preocupava com o poder do recurso vídeo-animação: Era capaz de nos fazer entender tudo que aconteceu em uma cena usando o mínimo de frames possíveis, algo que o cinema live-action não dá conta.

Por fim, voltando a perfect blue de forma resumida, o filme trata questões muito recentes, como a supracitada, narrando o conflito de identidade de uma ex-idol que decide se tornar atriz e descobre que um fã mantinha um blog em seu nome com dados tão íntimos que só seriam justificáveis se ela estivesse sendo vigiada. Essa é a premissa que culmina numa série de assassinatos que visavam impedir que Mima se tornasse uma atriz e "abandonasse" seus fãs. Kon conduz o filme de sua forma única e confundindo o enredo com o do próprio filme que Mima gravava enquanto atriz, fazendo o espectador questionar, ao mesmo tempo que a protagonista, onde estaria a identidade real de Mima e o que seria sua persona. Perfect Blue agradou muitos fãs de animes pseudos, mas eu diria que é em si algo muito bem concluído no melhor nível da animação e devidamente divertido e imersivo. Assim, jamais deixaria que as massas do "esse anime é diferente então é bom" nublassem a qualidade real desta obra em prol do modismo e diminuíssem minha apreciação pelo filme.
Lonely, Qoppa, jplay e 3 outros curtiram este post.
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 #6
Eu vi este ano o filme, gostei bastante. As cenas do perseguidor achava mto boa, há uma q eles fingem um estupro é bem marcante, sem falar ela nos momentos de reflexão no espelho.
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 #7
Tem muita coisa que tiraram deste filme e fizeram o Black Swan. u_u". Ai vc conta pra pessoa que Black Swan foi baseado em um "anime" e ninguém acredita ou te chama de otaku safado.

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 #8
(12/09/2014, 22:30)Opeth Escreveu: Creio que isso merece uma avaliação séria de minha parte:

Perfect Blue é o trabalho que mais me agradou do Kon, e provavelmente o melhor do diretor. Trazia uma discussão muito atual e ,no caso de sua época, visionária: Uma crítica a o quanto os japoneses confundem pessoa pública e pessoa privada, um caso recente como exemplo, seria o da dona de AKB que raspou a cabeça pra se desculpar por ter transado. 

Por fim, voltando a perfect blue de forma resumida, o filme trata questões muito recentes, como a supracitada, narrando o conflito de identidade de uma ex-idol que decide se tornar atriz e descobre que um fã mantinha um blog em seu nome com dados tão íntimos que só seriam justificáveis se ela estivesse sendo vigiada. Essa é a premissa que culmina numa série de assassinatos que visavam impedir que Mima se tornasse uma atriz e "abandonasse" seus fãs. Kon conduz o filme de sua forma única e confundindo o enredo com o do próprio filme que Mima gravava enquanto atriz, fazendo o espectador questionar, ao mesmo tempo que a protagonista, onde estaria a identidade real de Mima e o que seria sua persona. Perfect Blue agradou muitos fãs de animes pseudos, mas eu diria que é em si algo muito bem concluído no melhor nível da animação e devidamente divertido e imersivo. Assim, jamais deixaria que as massas do "esse anime é diferente então é bom" nublassem a qualidade real desta obra em prol do modismo e diminuíssem minha apreciação pelo filme.
Já visse Paranoia Agent?
Well, o filme parece ser bem confuso, mas, quando o revi, pude notar cada partezinha do quebra-cabeça por trás do desfecho sendo construído diante de meus olhos e só pude pensar: "Whoa!"
Realmente, todas as obras do Satoshi são incríveis. Ele sabia fazer do óbvio, o inusitado e, do inusitado, o óbvio. Nos deixando facilmente um amargor na ponta da língua junto com a sensação de estar sendo conduzido de forma errada e certa, ao mesmo tempo, à um desenvolvimento brilhante.
Perfect Blue foi sua obra mais realista, se tratando de um transtorno psicológico que faz com que a vítima se torne um tanto quanto irrealista; Clap clap clap. 
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 #9
(03/11/2014, 20:39)ketolow Escreveu: Já visse Paranoia Agent?
Well, o filme parece ser bem confuso, mas, quando o revi, pude notar cada partezinha do quebra-cabeça por trás do desfecho sendo construído diante de meus olhos e só pude pensar: "Whoa!"
Realmente, todas as obras do Satoshi são incríveis. Ele sabia fazer do óbvio, o inusitado e, do inusitado, o óbvio. Nos deixando facilmente um amargor na ponta da língua junto com a sensação de estar sendo conduzido de forma errada e certa, ao mesmo tempo, à um desenvolvimento brilhante.
Perfect Blue foi sua obra mais realista, se tratando de um transtorno psicológico que faz com que a vítima se torne um tanto quanto irrealista; Clap clap clap. 

Sim, assisti. Embora o anime seja bem dirigido não o considero um anime divertido. Acho que as obras do satoshi são interessantes como filmes, pois precisam ser mais velozes. Achei paranoia muito arrastado, com cada personagem sendo apresentado em um episódio. Quando vejo algo TV espero por algo que me mantenha interessado no próximo episódio. De memorável mesmo pra mim em paranoia é a abertura, que é do hirasawa, o cara que faz boa parte da trilha sonora de tudo que sai de berserk.

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 #10
Terminei este filme, muito bom!

Acho que nunca tinha visto um filme assim, bem intenso e lombrado... a cena da gravação do estupro é foda... na hora ali você fica na dúvida se ela tá sofrendo mesmo ou só está atuando... claro que depois mostra que ela se arrependeu de ter feito aquilo...

O filme tem momentos em que as cenas ficam alternando entre as cenas da gravação do filme e a vida da Mima, então às vezes rola uma confusão pra entender o que é real... o final é muito foda, a perseguição da Rumi... nunca ia imaginar que ela era doida. Icon_lol

Sem dúvidas um ótimo filme. 10/10
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