eu não defendi a medida, senhores, apenas disse que o investimento e incentivo estatal nesse setor não é coisa exclusiva daqui e países onde esse setor hoje gera grande quantidade de riquezas fizeram o mesmo no passado.
assim sendo, sugeri que ao invés da eliminação do modelo, como muito se defende, faça-se uma correção pra que os devidos incentivos gerem, a médio e longo prazo, resultados para a indústria cultural e também para o país, através da cobrança de contrapartidas daqueles que disso se beneficiarem. podiam ser obrigados a, por exemplo, fornecer oficinas de cinema, sonoplastia, teatro, fotografia em escolas de lugares menos afortunados.
não sei porque essa ânsia de ser agressivos que vocês têm quando alguém não pensa 100% igual a vocês.
Cinema no Brasil dá pouco dinheiro.
Ultimato deve ter uns 250 milhões de reais aqui e quebrou com uma margem absurda os recordes. Mesmo com os 80% de salas direcionadas pro filme.
Aqui não se paga filmes caros. Aí sobra os "spin-offs" da globo aí pra se virarem.
Se filme nacional prestasse, a globo não passaria só filme estrangeiro nos horários nobres de filmes.
(08/05/2019, 13:33)Gabrinius Escreveu: eu não defendi a medida, senhores, apenas disse que o investimento e incentivo estatal nesse setor não é coisa exclusiva daqui e países onde esse setor hoje gera grande quantidade de riquezas fizeram o mesmo no passado.
Insentivo e protecionismo são coisas diferentes. É como já disse, o problema não é falta de verba, é falta de conteúdo. O Gustavo colocou muito bem o ponto dele, tá todo mundo acomodado. Diretores e artistas de igual, pois não existe concorrência entre eles. São todos filiados a Globo e continuarão tendo suas imagens vendidas pela emissora.
Arte brasileira é um clubinho de uns 100 atores e atrizes, enquanto Hollywood tem aí seus milhares e toda hora estão descobrindo novos talentos. Coisa que no Brasil só a Globo fica procurando, bem pouco, em Malhação e BBB, futuros artistas que ninguém lembrará o nome de tão comuns que são.