Em 9 de março de 2025, a ZeroHedge publicou uma análise destacando preocupações sobre o arsenal da Ucrânia, alegando que ele inclui uma quantidade significativa de armas desatualizadas e defeituosas fornecidas por nações europeias. Entre os exemplos citados estava a Espanha, que doou um lote de fuzis CETME-L para a Ucrânia.
Esses fuzis, retirados do serviço militar espanhol há mais de duas décadas, há muito são criticados por problemas de confiabilidade. Apesar de passarem por atualizações antes de sua transferência, especialistas citados no relatório questionam sua adequação para a guerra moderna. Esse desenvolvimento desencadeou discussões mais amplas sobre a qualidade da ajuda militar fornecida à Ucrânia em meio ao seu conflito em andamento com a Rússia, levantando questões sobre a eficácia de tais equipamentos nos campos de batalha de hoje.
Após 1 ano de ausência, há relatos que a Rússia voltou a usar no conflito os Beriev A-50, aeronave de alerta e controle aéreo antecipado (AEW&C).
Talvez por acreditar que a Ucrânia não possua mais meios de abatê-los como fez em fevereiro do ano passado. Ou simplesmente está ciente dos riscos, mas precisa dele para potencializar suas operações.
Após o grande ataque de drones que a Ucrânia fez contra território russo, acho que não dá para descartar que no futuro próximo a Rússia voltará a usar o míssil Oreshnik.
Se o Putin não fazer isso, possivelmente será considerado sinal de fraqueza.
Kaja Kallas, uma política estoniana, afirmou que a guerra na Ucrânia pode acabar imediatamente se a Rússia retirar as tropas e parar de bombardear a Ucrânia.
Imagens recentes de satélite revelaram um número significativo de aeronaves militares russas na base aérea de Olenya, localizada na Península de Kola, no noroeste da Rússia.
As imagens mostraram a presença de 10 bombardeiros Tu-95MS e 35 bombardeiros Tu-22M3.
No passado, esse acúmulo precedeu uma série de ataques aéreos intensificados em cidades ucranianas, sugerindo que tal número pode ser um precursor de operações ofensivas.
Aliás… o atual destacamento de 45 bombardeiros supera os anteriores, marcando-o como o maior observado em Olenya desde o início da guerra.
Observando os dados para os meses de janeiro e fevereiro. Nesse periodo a Rússia lançou poucos mísseis em comparação aos meses anteriores (talvez acumulando para usar agora em março), mas usou uma quantidade impressionante de drones Shahed. E acho que a Rússia só tem 1 fábrica para produzi-los. Talvez haja iscas no meio desses números.
Janeiro: 2.538 drones Shahed, 27 mísseis Kh-101, 4 mísseis Kalibr, 23 mísseis Iskander, 7 mísseis Kh-22, 11 mísseis Kh-59 e 36 mísseis de outros tipos (incluindo os S-300 convertidos para ataque terrestre).
Fevereiro: 3.899 drones Shahed, 15 mísseis Kh-101, 31 mísseis Iskander, 8 mísseis Kh-22, 10 mísseis Kh-59 e 5 mísseis de outros tipos (incluindo os S-300 convertidos para ataque terrestre).
Um ministro da Ucrânia, Oleksiy Chernyshov, expressou pessimismo sobre o retorno dos cidadãos ucranianos que deixaram o país após a invasão de fevereiro de 2022. Ele acredita que 70% não retornarão ao território ucraniano, mesmo que haja um tratado de paz.
Para tornar as coisas piores para o futuro demográfico da Ucrânia, dias atrás as autoridades ucranianas publicaram dados de 2024 que mostravam uma taxa de mortalidade excedendo de forma substancial a taxa de natalidade: 495.090 mortes e 176.679 nascimentos.
Há relatos da Rússia estar acumulando forças ao longo da fronteira Leste da Ucrânia. O que pode indicar o potencial desejo de invadir a região de Sumy; de onde partiu a invasão ucraniana de Kursk.
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Horas atrás houve danos à infraestrutura de energia elétrica nas regiões de Odessa e Dnipropetrovsk como resultado de ataques de drones russos.
A Ucrânia aparenta ainda ser capaz de abater uma parcela deles. Mas o spam russo permite sobrecarregar suas defesas e acertar alvos aqui e acolá.
Um jornal italiano, Corriere della Sera, relatou ontem que os dois sistemas de defesa aérea SAMP/T fornecidos à Ucrânia pela Itália e França estão quase sem mísseis.
O jormal destaca que as próprias reservas italianas desses mísseis atingiram um nível crítico, com o estoque restante reservado para proteger alvos nacionais sensíveis. A França, no entanto, teria um estoque um pouco maior, embora também enfrente desafios para atender aos pedidos urgentes da Ucrânia por mais munições.
Parece que os MiG-31 russos estão sendo escoltados durante suas missões. Isso que dá a entender pelos relatos de ontem. Bem, acho que a Rússia não tem como substituir diretamente a perda dos MiG-31. A manutenção dos motores já deve ser complicada por si só.
Ontem um caça Su-30SM2 dando apoio ao MiG-31 usou um míssil de longo alcance R-37M para abater um MiG-29 ucraniano a 200 km de distância.
Se o MiG-31 corria risco de ser interceptado, suponho que estava sendo usado para missão de reconhecimento, e não para missões ofensivas com o míssil Kinzhal.
O radar dele deve ser potente o suficiente para servir como um Alerta Aéreo Antecipado improvisado.
Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia planejam se retirar da Convenção de Ottawa que proíbe minas antipessoais devido à ameaça militar de sua vizinha Rússia, disseram os quatro países em um comunicado.